A Torre Negra se trata apenas de uma história. Está dividida em sete volumes, apesar do lançamento de um oitavo livro posteriormente. Sua criação partiu da obsessão em se criar uma história grande, cuja ambição era pessoal em vez de comercial.

Tudo começa no volume chamado O Pistoleiro, em que apresenta o protagonista Roland em sua perseguição à Torre Negra. Publicado periodicamente de 1978 a 1981, com versão revisada em 2003 para aperfeiçoar a coerência com o restante dos livros.

Muitos trabalhos de S. King já foram adaptados ao cinema, entre esses a própria Torre Negra em 2017. As principais obras do escritor são de gênero terror, gênero o qual é fascinado desde a leitura, já que segundo o mesmo: “se você não tem tempo para ler, você não tem tempo (ou as ferramentas) para escrever.”

Stephen King - autor de O Pistoleiro

Por que tem de achar que está no meio de algum mistério?

As duzentas páginas deste livro contam basicamente duas coisas: a perseguição do Pistoleiro ao Homem de Preto, este ciente de como alcançar a Torre Negra; e flashbacks do protagonista em que sabemos do seu passado e da formação de um pistoleiro, sendo Roland o único sobrevivente.

Quando não descobrimos de seu passado, conhecemos mais da personalidade do Pistoleiro. Longe de ser o herói, não desperdiça tempo com gentilezas, anda com precaução, preparado para se defender de quem encontrar no caminho. Presenciamos momentos de compaixão, esta descartada em prol de seu objetivo.

O leitor se encherá de perguntas sobre a história de forma sutil, e com o tempo absorverá as respostas. Estamos acompanhando a trajetória de um cavaleiro rude e ignorante dos segredos que envolvem sua obsessão. Roland não sabe mais da Torre Negra do que o próprio leitor no final deste volume.

É o último pistoleiro sobrevivente. O título não é apenas por ser portador de pistolas, mas sim uma classe de guerreiro. É possível sentir o poder dos revólveres sob a atmosfera deste mundo, embora a aspereza das pessoas no ambiente decadente impede de impor respeito.

Não um final, mas o final do começo

Com apenas duzentas páginas das 3000 de toda a saga, a fala do Homem de Preto ao fim do primeiro volume foi uma bela sacada de King para com o leitor. De fato foi o fim do começo da história, que terá muito a ser contada nos próximos volumes.

Há um desfecho em O Pistoleiro quanto à sua perseguição ao indivíduo. Só tenha em mente que a história está incompleta até chegar ao último volume.

Compartilharei minha experiência com o resto da saga nas próximas resenhas, confiante em confirmar o testemunho de muitos do quanto esta história é maravilhosa.

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