Se pudesse escolher?  

Entre o bem e o mal 

Ser ou não ser? 

Após esta referência mais catastrófica que uva passa no arroz, segue o post… 

 

Muitos possuem o privilégio de desfrutar a educação até o ensino médio.[falta referência] As matérias ficam mais complexas a cada ano, as questões se tornam difíceis e, acima de tudo, a metodologia de ensino maçante contribui em nada no incentivo e interesse do aluno ao estudo. 

Longe de ser uma solução, o livro deste post pode servir de incentivo ao leitor querer saber mais sobre assuntos tão complexos. Se não consegue visualizar uma aplicação prática do que aprende na escola, redescubra os conceitos ao se divertir com as explicações das respostas mais absurdas, feitas por alguém com disposição em respondê-las.

“E Se?” é um livro de não-ficção lançado em 2014. Composto por um compilado de perguntas respondidas no blog What If, essas revisadas e atualizadas na publicação deste livro, além de questões inéditas e malucas demais de se responder. 

E Se? - Capa

Randall Munroe é o criador dos blogs What If e xkcd. Um prodígio pesquisador que já trabalhou na NASA, mas atualmente se dedica a fazer tirinhas com bonecos de palito sobre ciência, computação e demais conteúdos nerds. Mais tarde resolveu criar um blog com o intuito de responder as perguntas extravagantes feitas pelos visitantes da webcomic xkcd. 

Polícia?! Eu tenho um site e as pessoas mandam perguntas 

É preciso se acostumar com um fator durante a leitura do livro: a maioria das respostas resulta em catástrofes. Pode ser a pergunta mais inocente, quando analisada a níveis extrapolados, os cálculos e as regras da física não mentem sobre a tragédia. 

Habituado a escrever quadrinhos, Munroe costuma ser sarcástico em suas explicações e notas de rodapé. Não é difícil encontrar trechos engraçados no desenvolvimento da resposta ou nas figuras explicativas com seus desenhos de palito.

Mesmo entre piadas, o conteúdo é baseado em referências de diversas áreas de estudo. No final do livro há a fonte de pesquisa de cada pergunta respondida. Munroe citou todo indivíduo que o ajudou a responder certas perguntas quando o próprio assumiu a necessidade de uma opinião mais especializada.

Por outro lado, não podemos atribuir um valor superestimado ao livro. O livro serve para atiçar curiosidades científicas, incentivar alguém a pesquisar mais sobre suas curiosidades. Nunca use este livro como um exemplo de autoridade em qualquer assunto. O conhecimento poderá partir deste livro, sendo complementado com mais pesquisas em outros canais confiáveis. 

Trabalhos como este tornam o conteúdo complexo mais agradável de se assimilar a indivíduos leigos. Não formará doutores, e sim estimulará a descoberta de canais cujo conteúdo sério é abordado de forma descontraída sem perder a base em estudos.

Em tempos com inúmeras fontes de desinformação compartilhadas, talvez esta obra incentive um pensamento mais crítico, e ainda diverte durante a leitura.

Canais Científicos 

Sendo de mesma autoria da obra apresentada, destaco aqui o blog What If. É um site simples, disponível somente em inglês, cujo trabalho deste livro é continuado com novas perguntas respondidas ao mesmo estilo. 

No Brasil também existe canais excelentes de divulgação científica. Muitos compartilham o conhecimento de modo descontraído, com fácil compreensão ao público. Aproveito e listo alguns dos canais neste perfil que eu acompanho: 

  • Dragões de Garagem: podcast de programação quinzenal. Cada episódio trata de um assunto específico com convidados formados e com experiência do tema; 
  • Canal do Slow: um carioca bastante carismático. Fala desde história a ciências naturais. Não possui uma agenda de publicação dos seus vídeos no YouTube, mas recomendo assistir sempre que tiver algo novo; 
  • Nerdologia: talvez o canal científico do YouTube mais conhecido no Brasil. Há duas publicações por semana com conteúdo de ciência e história. O maior diferencial é relacionar assuntos com temáticas nerds (animes, games e filmes). 

Canais de Ciência - Podcast e YouTube

Opções são o que não faltam para se manter informado. Devemos valorizar esses meios de divulgação, incentivar o acompanhamento desses trabalhos, e assim talvez evitar problemas de desinformação no futuro.

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