Sempre há oportunidades em conhecer conceitos inusitados em sua vivência. Alguns negam essa oportunidade por ser contraditório às suas crenças, julgam o diferente como impróprio.

Eu me considero agnóstico, e estou aberto a conhecer novos tópicos independentes de tomar como verdades. Deve-se lembrar que a obra relacionada neste post é de ficção, acessível a qualquer um, mas sobretudo a leitores de mente aberta.

A Menina que Não Gostava de Cor-de-Rosa é uma história do gênero paranormal. Publicada pela Luna Editora em 2017, conta sobre o encontro da jovem brasileira Jéssica Kramer e o russo Dimitri Zirkov, ambos de capacidades sobrenaturais e alvos de uma sociedade secreta para instalar a maldade a partir de seus sacrifícios.

COR-DE-ROSA - capa

Boriska Petrovna é o pseudônimo de Carlos Pompeu, redator publicitário, colunista e escritor de artigos de blogs além dos livros. Este trabalho foi feito em parceria com Cesar Luis, editor e proprietário da Luna Editora.

Não era culto, mas sabia bastante sobre o oculto

Jéssica Kramer tem dons paranormais, resultado da relação de seus pais sob orientações ocultas. Ela foi destinada desde o seu nascimento a participar de um ritual de uma sociedade secreta, esta escondida após virar alvo de conspiração entre as religiões católica do vaticano e ortodoxa. Está destinada a ser sacrificada junto ao Dimitri Zirkov, o garoto adotado pela matriarca da sociedade secreta.

Jéssica encontra pessoas interessadas em ajudá-la. O livro dedica capítulos a contar as histórias dessas pessoas enquanto compartilha o conhecimento do ocultismo; há repetições de algumas informações na história desses, sendo por vezes desnecessárias. Nem toda ajuda é recebida de braços abertos ao saber do passado de certos personagens, cujo mistério é desvendado no melhor momento.

Uma das histórias desses personagens precisa ser revista. Numa descrição rápida da cena de suicídio, a história aponta qual o motivo de cometer o ato. Atribuir uma única razão é uma abordagem simplista para um tópico tão complexo, que pode trazer conceitos equivocados ao público.

Entendimentos errôneos são até desejáveis no mundo em que vivemos

As explicações sobre as crenças mesclam elementos mais populares como exemplos de demonstração, citando Caverna do Dragão e Harry Potter, entre outros.

O livro não acompanha a história de Jéssica, mas sim aborda a sua relação com o culto até o desfecho após a união com o jovem russo. Ressalto esta diferença pela narrativa não focar na protagonista. Preocupa-se mais em contar a história no todo do que na aventura desta moça. Longe de ser uma crítica, foi uma abordagem inesperada quando comecei a ler, e me levou pela história da forma diferente como imaginava.

A manifestação paranormal ocorre de forma espontânea e imediata, rápida até demais.

Com apenas 150 páginas, A Menina que Não Gostava de Cor-de-Rosa faz uma abordagem breve ao ocultismo e fácil de compreender enquanto se explica a trama principal, e por fim traz um desfecho rápido da história da seita maligna.

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