Chego aqui com outra história de lobisomem. Em vez da alcateia da Serra da Cantareira  ou da Revolução Farroupilha, o livro de hoje passa em Tarker’s Mill, cidade remota dos Estados Unidos.

Sua hora chega em cada ciclo de lua cheia, uma vítima diferente por mês. A princípio imaginam ser um assassino em série, lunático e metódico. Apenas o garoto deficiente sobrevive, e ele afirma sobre os ataques serem de lobisomem.

A Hora do Lobisomem chega mensalmente na cidade de Tarker’s Mill. Publicado em versão ilustrada pela editora Suma no ano de 2017, o livro narra as aparições da Besta ao longo de um ano.

A Hora do Lobisomem - capa

Escrito por Stephen King, famoso por escrever histórias de terror, com muitas dessas adaptadas em séries e filmes.

Rosnados soam terrivelmente como palavras humanas

Dividido em meses no lugar de capítulos, o livro foca apenas no monstro lupino e nas pessoas envolvidas com ele, sejam vítimas ou relacionadas a essas.

São textos curtos, quase como contos que compõem a história. Cada mês foca em pessoas diferentes, com acontecimentos relacionados a lua cheia, embora o autor tome liberdade de não seguir os ciclos lunares de nenhum ano específico, adaptando a aparição plena do satélite natural para corresponder ao enredo.

Quando a hora chega, trechos curtos demonstram a ação impactante do lobisomem com golpes violentos. Apenas as descrições são o suficiente, porém essas são reforçadas pelas ilustrações da versão distribuída pela Suma.

A besta está em toda parte! Em toda parte! Em toda…

Esta obra é peculiar ao Stephen King, autor conhecido pelas histórias que preenchem várias centenas de páginas. A Hora do Lobisomem se predomina como uma história minimalista. As poucas tramas secundárias mesclam a história principal e servem como elementos de suspense, esses logo revelados.

Não se passa a impressão da história acontecer ao longo de um ano. Apesar da divisão da narrativa pelos meses, cada episódio mensal conta ações críticas ocorridas em questão de horas ou até minutos, salvo poucos meses. Fica incompatível ver a história de um ano em menos de duas horas de leitura.

O livro tem pouca profundidade e serve como folga entre leituras longas ou a quem deseja algo espontâneo, mas garanto agradar os leitores de histórias sobre lobisomens sem pudor contra os humanos.

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