A morte fede, traumatiza e pode transformar pessoas. Atitudes imprevisíveis desencadeiam desastres, além de outras ações ousadas. Na violência constante, a vida escapa do corpo com poucos movimentos. A morte salva os responsáveis por causá-la.

Algo cruel de dizer, porém a realidade é esta. Heróis perdem lugar a assassinos, os personagens cinzentos estão de tons mais escuros. Mate se quiser sobreviver, os civis do reino querem o mesmo caminho, cientes de garantir o futuro longo e próspero através do presente breve e mortal.

A Face dos Deuses apresenta os conflitos existentes entre os três países do continente Dünya. Publicado em 2017, é o primeiro volume d’As Crônicas da Aurora, saga de muita violência e eventos sangrentos.

A Face dos Deuses - capa

Gleyzer Wendrew é autor independente. Além de escrever, trabalha na agência Hydra Produções Editoriais, com serviços a autores com revisão e copidesque, capa, diagramação e assessoria editorial. Também atua como co-host no podcast Leituracast de Autores para Autores, onde um autor convidado fala do tema sugerido no episódio correspondente.

Fez tudo que podia para impedir que sua vida escoasse pelas pedras

Dünya é dividida em três países. Vatra fica ao norte do continente e tem treinamento rígido com novos soldados, é o responsável por desencadear a Longa Guerra que deixa marcas até o momento vigente na trama. Maäen tem o maior território do continente e venceu a Longa Guerra. Venn é o menor dos países, conhecido pela barreira natural das montanhas.

Os povos deste continente acreditam em deuses originais do universo criado. Cada país é mais atento a certos deuses conforme as crenças e eventos vistos.

Apesar da vitória, a Longa Guerra deixa várias perdas; e apesar da derrota, não houve rendição absoluta. O livro conta os acontecimentos e decisões dos principais líderes de cada país (reis, príncipes, generais e comandantes), todos amargurados pelas consequências sofridas no passado. Sem distinção de oprimidos ou opressores, eles garantem a sobrevivência do reino associado através de atitudes extremas, dando ótimas oportunidades para chocar o leitor.

Estava sujo e fedia a raiva e suor

Minha apresentação do enredo citou sequer um personagem da trama por motivo bem simples: são vários, muitos personagens presentes nas cento e poucas páginas do livro. Conhecemos eles a partir das descrições, principalmente pelas atitudes, e as mais chocantes facilitam de lembrar quem é tal pessoa na história.

Gleyzer sabe como aproveitar as figuras de linguagem. Mistura metáforas nas descrições e confunde os sentidos do leitor com combinações ilógicas, mas que provocam a imaginação. É preciso preparar o estômago para as outras descrições, não basta ler o lado visceral dos países em guerra, certos ambientes respiram gore no dia a dia.

A Face dos Deuses é uma introdução aos conflitos a vir em Dünya enquanto oferece detalhes da Longa Guerra no passado. Eu adoraria que o livro entregasse mais, teve muito pouco conteúdo para a proposta deste universo e dos muitos personagens. A história fica com lacunas pendentes ao próximo volume, onde espero ficar satisfeito com o preenchimento dessas.

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