Como dito no texto O Grande Problema de 2018, há quem recorra a estratégias de refutar o posicionamento contrário propagando notícias falsas ou distorcendo a imagem pública em vez de debater com argumentos válidos. Ideias políticas contrárias tentam a todo custo eliminar a do oponente, iludir os seus seguidores com sua solução a prova de falhas, e quem discordar é do contra.

Esta realidade já foi um dos pontos de uma obra distópica escrita na década de 1940. Independente da ideia defendida: quando um governo autoritário governa sobre a vida e censura o pensamento da população, aliado a capacidade de destruir não somente o indivíduo, mas apagar qualquer registro de sua existência, se torna um perigo a humanidade.

Muitos definem a leitura deste livro como obrigatória. Uma obra a refletir do quanto a liberdade pode ser valiosa, do perigo existente na censura e imposição de fatos independentes de serem verdadeiros.

1984 é uma distopia publicada em 1949. Narrado em terceira pessoa na perspectiva do protagonista Winston Smith, trata de um mundo futurístico (imaginada pelo autor daquela época) onde os cidadãos são controlados e vigiados constantemente pelo governo autoritário.

1984 - livro

Último trabalho de George Orwell, pseudônimo de Eric Arthur Blair. É conhecido pelos textos críticos contra as injustiças sociais e regimes totalitários. Defende o socialismo democrático, mas é contra ao regime socialista impregnado na União Soviética, posicionamento encontrado neste livro e em Revolução dos Bichos.

O GRANDE IRMÃO ESTÁ DE OLHO EM VOCÊ

Winston Smith é membro do Partido e trabalha no Ministério da Verdade. Sua função é modificar os registros existentes de modo que toda notícia atual seja absoluta. Cada registro contrário do atual é eliminado ou modificado, como se nunca tivesse acontecido.

Toda a informação é controlada e difundida através das teletelas, essas impõem sobre o que os cidadãos precisam acreditar. Winston tem lembranças contrárias das mostradas a ele, e enquanto deseja de alguma forma lutar contra esse regime, teme ser capturado e apagado da história a qualquer momento.

A figura soberana aparece em todos os lugares. O Grande Irmão é o líder absoluto de Oceânia, e nos anúncios onde seu rosto é estampado sempre afirma: ele está vigiando a todos. O líder nunca aparece publicamente, mas a sua imagem é predominante.

Nenhum ato contrário ao governo é tolerado, sequer é permitido pensar diferente. O medo está em até olhar ao rosto de uma pessoa. Um gesto mal compreendido pode desencadear acusação de traição.

GUERRA É PAZ; LIBERDADE É ESCRAVIDÃO; IGNORÂNCIA É FORÇA

Oceânia está em guerra contra uma das outras duas potências mundiais, todas as três são conjuntos de vários países do planeta. Ataques de mísseis acontecem sem ninguém saber. Aliados e oponentes são trocados constantemente, embora os registros sempre passam a informação como se nunca mudasse.

Não se tem a ideia exata do quê exatamente é o Partido ou detalhes do Grande Irmão. Winston não é uma pessoa influente, não protagoniza com os acontecimentos desse mundo; não passa de um homem comum. Abordar a história do ponto de vista dele traz poucas respostas dos fatos em Oceânia. As informações escassas e muitas ambivalentes refletem a sensação de insegurança quanto ao que se sabe dessa realidade. Tal sentimento é trazido ao próprio leitor.

Não é um livro de terror, mas as imposições do Partido causam medo. Não basta destruir o indivíduo e elimina-lo da história. O castigo acontece além da tortura, e ler tais cenas traz muita tristeza.

Esta obra choca sem refletir a realidade, mas alerta dos perigos a serem evitados com atitudes semelhantes. 1984 é referência quanto a críticas de governos que querem controlar a liberdade do cidadão ou censurar a informação e todo pensamento contrário.

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