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A Fantástica Jornada do Escritor no Brasil

Autores brasileiros desbravam desde as poucas horas vagas reservadas a exercer o sonho de criar histórias, a conquistar horas de atenção dos possíveis leitores. Este segmento e até mesmo depois de atrair leituras faz parte da jornada do escritor, de etapas mistas de sucesso, perseverança e tragédia; em certos momentos a tragédia tomará os holofotes e perdurará sobre o mercado minúsculo de autores nacionais, onde um grão de poeira deste corresponde aos autores de literatura fantástica. Exagero ou realidade, é bom os iniciantes encararem tal carreira feito uma jornada cheia de provações, baixas e às vezes até vitórias. Também recomenda conferir livros técnicos e sobre o mercado de literatura, e deste último existe A Fantástica Jornada do Escritor no Brasil, um compilado de entrevistas a autores nacionais elaborado pela Kátia Regina Souza e publicado através da editora Metamorfose em 2017.

“Todo escritor sabe que a boa história, e também a boa vida, é sobre a jornada”

As entrevistas foram feitas ao longo de 2016 e tem quantidade surreal de autores de ficção fantástica brasileiros, entre eles alguns editores também, todos listados no apêndice em breves biografias válidas de consultar. Por mais de os nomes serem conhecidos, seria impossível os leitores deste livro ter conferido as obras de todos eles, assim isso pode servir de guia de novas leituras ou dar a chance a eles após conferir as dicas ou ao comentarem o assunto de seus livros durante a entrevista. Conhecê-los também faz parte de uma das dicas do livro quanto a importância de saber do mercado a atuar e ter referências de leitura ao escrever obras originais.

Os dez capítulos do livro fazem alusão às etapas da jornada do herói, usadas como tópico a abordar as diferentes questões profissionais. Kátia elenca as perguntas iniciais na apresentação do tópico, em seguida deixa a transcrição do entrevistado trazer as respostas pessoais, então Kátia intercala as entrevistas com reflexões pessoais dela em relação às opiniões dos autores convidados. Detalhar a estrutura do livro assim passa a impressão de o ritmo ficar engessado, mas Kátia provoca pequenas variações entre as entrevistas a ponto de conduzir uma leitura rápida, cheia de informações úteis. Tratando de informações, por vezes elas serão contraditórias entre as respostas de diferentes autores, e isso faz parte por vários motivos: as experiências são pessoais, portanto variam sob autores de trajetórias diferentes; quase nada no trabalho da escrita criativa tem padronização; ou mesmo da diversidade em si sustentar o mercado, pois possibilita novas maneiras de desbravar esta jornada.

“Você pode pensar em desistir todos os dias da sua vida, desde que não o faça”

Por ser publicado em 2017, é natural de certas informações estarem desatualizadas. O saldo positivo é que a Odisseia de Literatura Fantástica voltou e até premiou obras em 2019, apesar do livro afirmar da última edição ter sido em 2015. Muitos autores comentaram usar a rede social Facebook no meio de divulgação, e muitos desses já deixaram a plataforma, afinal as publicações em Páginas Oficiais aparecem cada vez menos no feed dos usuários. Clara Madrigano deixou de ser editora da Dame Blanche este ano de 2020. E o mais importante: o mercado estava em crise já quando este livro foi lançado, agora na pandemia está aos cacos. Editoras paralisaram as publicações previstas deste ano, muitas oportunidades se fecharam e permanecerão assim, apesar da DarkSide ir na contramão e premiar cinco autores com publicação e adiantamento de vinte mil reais na seleção de inscrições abertas no momento (julho de 2020). Livrarias prestes a falir, editoras podem fechar, os poucos leitores dispostos a comprar os livros nacionais nem terão dinheiro, e seja quais forem as outras consequências ainda a descobrirmos. Mesmo assim vale a leitura pelas dicas que podem ser flexíveis, cabendo o leitor as adaptar na realidade pela frente, sem falar das válidas em qualquer circunstância: leia, persista, apareça e aprenda.

A Fantástica Jornada do Escritor no Brasil mostra os detalhes do mercado brasileiro na ficção fantástica através da praticidade, das experiências de quem persiste nele há dois ou quarenta anos. Trajetórias se entrelaçam neste mercado pequeno, trazendo a diversidade das divergências, caminhos possíveis ao escritor iniciante seguir onde for o melhor a ele. Algumas dicas podem servir de registro histórico de como era a profissão do ficcionista brasileiro fantástico antes do surto de coronavírus, e por outro lado sempre mostrará a trilha da escrita criativa marcada pela persistência e de conquistas a valerem a pena.

“Quantos mais brasileiros estiverem fazendo literatura de qualidade, a gente vai deixar de ter aquela síndrome de vira-lata”

A Fantástica Jornada do Escritor no Brasil - capaAutora: Kátia Regina Souza
Editora: Metamorfose
Publicado em: 2017
Gênero: escrita criativa / entrevista
Quantidade de Páginas: 173

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Creepypastas: Lendas da Internet 2 (Divulgação)

Vivi o começo da infância na década de 1990, tempo de acesso limitado a internet. Eu mesmo só comecei a acessar depois de 2006, antes até existia conexão em casa, mas achava muito difícil de usar, deixava aquilo para minha irmã. Chega a ser inacreditável lembrar deste passado! Eu uso da internet a manter este portal online, é de onde tiro a maior parte do material de leitura, escrita, de muitos outros recursos desta rotina, assim como qualquer leitor a visitar este site.

Todo acesso comum hoje era novidade nos anos ‘90, isso quando existia, pois esqueça vídeos ou toda a família presente nas redes sociais. Sendo novidade no passado, os primeiros programadores de internet ainda descobririam as possibilidades, muitas dessas desconhecidas aos usuários. E o desconhecido é a palavra-chave provocadora do medo, segundo H. P. Lovecraft. Nesta época ainda tinha outra particularidade, a facilidade de acesso à internet durante a madrugada, bem oportuno a proporcionar o fenômeno das Creepypastas, histórias macabras dúbias de serem reais ou ficção, com imagens perturbadoras e relatos de conspirações, assassinatos, aparição sobrenatural; um mundo virtual repleto de terror.

A editora Lendari resolveu homenagear este fenômeno lançando uma coletânea de contos nesta temática, e o sucesso da coletânea gerou a possibilidade de uma nova chamada para publicar o segundo volume. O mais incrível foi o sucesso em número de participantes e colaboradores no financiamento coletivo a ponto de garantir a publicação simultânea da terceira coletânea! Entretanto focarei em falar de Creepypastas 2, e quem acompanha este blog sabe: quando eu falo de algum livro por aqui na primeira pessoa, é por motivos especiais. Desta vez é por eu ser autor de um dos contos publicado no livro!

É a segunda oportunidade de mostrar um texto de minha autoria a partir da seleção e edição profissional. Esta postagem seguirá na mesma intenção da Revista A Taverna a qual participei, apresentando os contos presentes no livro, destacando as qualidades. Creepypastas 2 tem uma diversidade de contos, tanto em quantidade quanto em tópicos abordados dentro do contexto das lendas da internet, então preferi falar só de alguns afim de demonstrar o que o leitor pode esperar do livro no geral. Saiba mais sobre eles apresentados a seguir:

A Sombra do Disco ― Mauro Plastina

Júlia tem nove anos, órfã de pai e briga a todo momento com o irmão. Ela ganha um LP de presente da mãe, entre as músicas presentes há aquela especial, pois ouvia junto do pai antes de ele falecer, e por isso toca o disco logo quando recebe. Ela posiciona a agulha da vitrola a tocar direto na faixa preferida, assim a nostalgia começa a trazer alegria e angústia, até que o aparelho para de funcionar. Inconformada, pede ajuda à pessoa mais próxima capaz de entender como uma vitrola funciona, o irmão. Ele vai a contragosto e ensina a maneira de ela tocar o LP, e assim Júlia acaba tocando o disco ao contrário.

De narrativa focada na criança protagonista, o conto desenvolve a história a partir da ingenuidade infantil além das intrigas casuais entre irmãos, apesar de no fundo sabermos o quanto se amam. Mauro é pontual em demonstrar os sentimentos da menina em cada situação, exercendo a empatia ao mesmo tempo de coordenar a tragédia na garota, abusa da boa vontade dela ao provocar a desgraça reservada a este conto.

“É como diz o ditado: ‘se matarmos todos os assassinos, os assassinos seríamos nós.’”

ERISinninthcirclexxxiv ― João Marciano Neto

O conto começa com um aviso. Pare de ler, apague esta mensagem, de preferência descarte o computador usado no acesso deste relato. Continuando a leitura, avisa sobre manter o domínio mortis.com intacto, em seguida há a narrativa sobre a programação da inteligência artificial chamada ERIS. O protagonista é o narrador, um dos programadores e, de certo modo, “segurança” deste sistema. Enclausurado pelo causador do temor, também o motiva a fazer de tudo pela sobrevivência, a dele e da humanidade, e o conto comprova o quanto este “fazer de tudo” significa.

“ERIS nos chamava em sua dimensão eterna, querendo nossos segredos […]”

O Horror no Bairro da Pedreira ― Igor Moraes

Rafael é colecionador de artefatos dos mais diversos países e culturas, de armas a amuletos de tempos remotos, ou de épocas recentes, o importante é o valor apavorante atribuído ao material colecionado. Por isso investiu o dinheiro restante numa coleção nazista, cuja simbologia faltava em seu estoque de atrocidades. Vieram informações anexas aos itens, sobre o misticismo envolto do nazismo, sobre a mensagem de alguém envolvido ter vindo no Brasil, e sobre o projeto Werwolf, este de surpresas interessantes no conto.

A descrição de Igor mistura referências de povos tradicionais a elementos recentes, e dentre as tradições escolheu a certeira de causar desconforto quando citado: o nazismo. A História exerce o papel acadêmico de relatar as consequências internacionais deste partido eleito na Alemanha, já as tantas outras histórias ficcionais ou conspiratórias possuem impacto garantido pelo respectivo contexto. Assim a história ocorre na perspectiva de Rafael, tudo fica crível, e complementa com a história em torno da relíquia nazista prosseguindo no Brasil décadas depois.

“[…] uma figura em decomposição, extraída de de alguma história em quadrinhos de Alan Moore”

Onde está a Duda? ― Alane Brito

Bia enfim recebe de presente da mãe a famosa boneca Duda, em homenagem ao aniversário de quinze anos. A temporada da boneca já tinha passado, nem se produzia mais, então óbvio da mãe ter comprado uma usada, embora bem conservada. Já o irmão de treze anos detestou o presente, na verdade a palavra correta é temer, pois ouviu histórias desta boneca ser amaldiçoada.

O conto usa o tropo clássico de terror, usando de artefato infantil ao aterrorizar jovens do jeito que nem mesmo adultos poderiam superar, caso esses fossem as vítimas. Sobrevivendo ou não, é um episódio a ficar marcado por toda a vida, e só poderia ser assim. Conhecendo tantas histórias macabras, ninguém imaginaria ser alvo delas. E quando acontece, bom, é preciso fazer de tudo ao sobreviver, ainda que tudo pareça loucura.

“O que eu deveria dizer sobre aquela noite era que um homem invadiu nossa casa e tentou nos matar”

Dias Sombrios, Noites Claras ― Diego de Araujo Silva

Fernando sofre de insônia e tenta seguir a rotina de trabalho enquanto tenta descobrir a causa das noites em claro. A narrativa segue em fluxo de consciência, ou seja, descreve conforme o protagonista pensa durante as cenas, de mente atordoada por permanecer desperto. O protagonista é alguém comum, vive sem ambições, manter o emprego de contábil seria o suficiente, pois o extraordinário da vida dele está em Mirela, a esposa que saiu a negócios bem na crise de insônia dele. Pois mesmo uma coletânea de Creepypastas fala sobre o amor, apesar deste tipo de conto ainda provocar o autor a revelar os espinhos desta rosa. E o que mais teria neste conto? Uma referência a Machado de Assis, claro.

“Não durmo, não concluo o dia, relógio desperta às cento e vinte e seis horas e contando.”


Creepypastas 2 - capaOrganizadores: Glau Kemp e Mário Bentes
Editora: Lendari
Ano de Publicação: 2020
Gêneros: terror / creepypasta / horror
Quantidade de Páginas: 230

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E Se (Randall Munroe)

Se pudesse escolher?  

Entre o bem e o mal 

Ser ou não ser? 

Após esta referência mais catastrófica que uva passa no arroz, segue o post… 

 

Muitos possuem o privilégio de desfrutar a educação até o ensino médio.[falta referência] As matérias ficam mais complexas a cada ano, as questões se tornam difíceis e, acima de tudo, a metodologia de ensino maçante contribui em nada no incentivo e interesse do aluno ao estudo. 

Longe de ser uma solução, o livro deste post pode servir de incentivo ao leitor querer saber mais sobre assuntos tão complexos. Se não consegue visualizar uma aplicação prática do que aprende na escola, redescubra os conceitos ao se divertir com as explicações das respostas mais absurdas, feitas por alguém com disposição em respondê-las.

“E Se?” é um livro de não-ficção lançado em 2014. Composto por um compilado de perguntas respondidas no blog What If, essas revisadas e atualizadas na publicação deste livro, além de questões inéditas e malucas demais de se responder. 

E Se? - Capa

Randall Munroe é o criador dos blogs What If e xkcd. Um prodígio pesquisador que já trabalhou na NASA, mas atualmente se dedica a fazer tirinhas com bonecos de palito sobre ciência, computação e demais conteúdos nerds. Mais tarde resolveu criar um blog com o intuito de responder as perguntas extravagantes feitas pelos visitantes da webcomic xkcd. 

Polícia?! Eu tenho um site e as pessoas mandam perguntas 

É preciso se acostumar com um fator durante a leitura do livro: a maioria das respostas resulta em catástrofes. Pode ser a pergunta mais inocente, quando analisada a níveis extrapolados, os cálculos e as regras da física não mentem sobre a tragédia. 

Habituado a escrever quadrinhos, Munroe costuma ser sarcástico em suas explicações e notas de rodapé. Não é difícil encontrar trechos engraçados no desenvolvimento da resposta ou nas figuras explicativas com seus desenhos de palito.

Mesmo entre piadas, o conteúdo é baseado em referências de diversas áreas de estudo. No final do livro há a fonte de pesquisa de cada pergunta respondida. Munroe citou todo indivíduo que o ajudou a responder certas perguntas quando o próprio assumiu a necessidade de uma opinião mais especializada.

Por outro lado, não podemos atribuir um valor superestimado ao livro. O livro serve para atiçar curiosidades científicas, incentivar alguém a pesquisar mais sobre suas curiosidades. Nunca use este livro como um exemplo de autoridade em qualquer assunto. O conhecimento poderá partir deste livro, sendo complementado com mais pesquisas em outros canais confiáveis. 

Trabalhos como este tornam o conteúdo complexo mais agradável de se assimilar a indivíduos leigos. Não formará doutores, e sim estimulará a descoberta de canais cujo conteúdo sério é abordado de forma descontraída sem perder a base em estudos.

Em tempos com inúmeras fontes de desinformação compartilhadas, talvez esta obra incentive um pensamento mais crítico, e ainda diverte durante a leitura.

Canais Científicos 

Sendo de mesma autoria da obra apresentada, destaco aqui o blog What If. É um site simples, disponível somente em inglês, cujo trabalho deste livro é continuado com novas perguntas respondidas ao mesmo estilo. 

No Brasil também existe canais excelentes de divulgação científica. Muitos compartilham o conhecimento de modo descontraído, com fácil compreensão ao público. Aproveito e listo alguns dos canais neste perfil que eu acompanho: 

  • Dragões de Garagem: podcast de programação quinzenal. Cada episódio trata de um assunto específico com convidados formados e com experiência do tema; 
  • Canal do Slow: um carioca bastante carismático. Fala desde história a ciências naturais. Não possui uma agenda de publicação dos seus vídeos no YouTube, mas recomendo assistir sempre que tiver algo novo; 
  • Nerdologia: talvez o canal científico do YouTube mais conhecido no Brasil. Há duas publicações por semana com conteúdo de ciência e história. O maior diferencial é relacionar assuntos com temáticas nerds (animes, games e filmes). 

Canais de Ciência - Podcast e YouTube

Opções são o que não faltam para se manter informado. Devemos valorizar esses meios de divulgação, incentivar o acompanhamento desses trabalhos, e assim talvez evitar problemas de desinformação no futuro.

1º Concurso JoeFather de Escrita [ATUALIZADO]

Mudanças no edital:

  • O participante deve basear o conto na curta história presente no capítulo 33, não precisa ler todo o livro;
  • Inscrições prolongadas até o dia 31 de janeiro de 2018;
  • O vencedor concurso será premiado também com um exemplar entregue pelo correio sem custo do livro Sobre a Escrita, de Stephen King; e
  • Todos os participantes terão a oportunidade de ser sorteado para receber a obra O Pistoleiro, primeiro volume da saga A Torre Negra de Stephen King.

A seguir o texto na íntegra sobre o Concurso com as devidas modificações:


 

É com grande prazer que anuncio um concurso em aberto o qual terei o prazer de avaliar as obras participantes! O objetivo do concurso é de prosseguir com um conto existente dentro do livro Encenação Mortal, publicado periodicamente no Wattpad de autoria do amigo JoeFather.

Encenação Mortal - livro de JoeFather

O vencedor terá como recompensa a adição da sua história ao roteiro de uma peça a ser encenada no final do livro, além da divulgação do trabalho pelo autor de Encenação Mortal e por este blog.

A seguir o pronunciamento oficial do concurso feito pelo Joel Garcia da Costa (JoeFather):

Edital do 1º Concurso JoeFather

Como vão todos!

Seguindo uma excelente ideia do amigo DiRock S., apresento aos amigos o 1º Concurso “JoeFather” de Escrita!

O objetivo deste concurso é muito simples: redigir a parte final de um conto existente dentro do meu livro “Encenação Mortal”, que se encontra no capítulo 33, denominado “O pedido do garoto”.

Não é necessário ler o livro todo para poder participar, basta se concentrar neste capítulo específico, pois é nele que será baseado o julgamento do concurso.

Para quem ainda não conhece esse meu trabalho, ele foi um dos vencedores do Prêmio Wattys 2017, na categoria Grandes Descobertas e 2º colocado em concurso promovido pelo SuspenseLP também em 2017.

Neste capítulo citado, cujo texto do conto eu disponibilizarei um trecho abaixo, o professor de Artes, Sr. Adam Green, faz uma narrativa para os alunos da sua classe e pede para que os mesmos façam a complementação do conto, visando ganharem papéis numa peça de teatro. Desta forma, o conto e a citada complementação serão utilizados como base para o roteiro da peça que será exibida na escola.

Então eu creio que vocês já compreenderam qual a intenção deste concurso, estou certo?

Ainda não? Então eu explico!

Os participantes escreverão a complementação do conto, como se fossem os alunos da classe e o texto vencedor terá o seu trabalho incluído no meu livro e, como citei acima, não estava brincando, ele será a base para o roteiro da peça que incluirei na minha obra, com os devidos créditos ao seu escritor.

Vamos ao prometido trecho do conto:

O Pedido do Garoto

“Na noite de Natal deste ano que passou a viver só e não compareceu a nenhum dos convites de confraternização dos parentes herdados pela adoção, teve um sonho assustador, ao mesmo tempo que revelador.

Neste sonho ele estava de volta ao beco e idealizava fazer o pedido para pertencer a uma família. Só que após refletir bem, decidiu pedir para o Bom Velhinho somente o poder da manipulação, com o qual conseguiria fazer tudo que quisesse.

Neste momento no sonho um Papai Noel vestido de preto se materializou na sua frente e com um sorriso amarelado lhe disse uma única frase:

— Este poder foi o que eu lhe dei naquela noite, você é que ainda não aprendeu a usá-lo…”

Confira o conto na íntegra clicando aqui.

Regras

  • O ambiente do texto deve ser o mesmo do conto, se passando na Inglaterra;
  • O gênero a ser utilizado é o mistério/suspense;
  • O texto deve ser escrito num único capítulo, sem limite de palavras;
  • A narrativa deve ser, assim como no conto, em primeira pessoa;
  • Não é necessário que seja feito um livro somente para essa participação, ele poderá ser incluso em algum diário ou livro específico do participante [do Wattpad].

Avaliação

A comissão julgadora será composta por mim, JoeFather, e pelo seu idealizador, meu amigo DiRock S.

Os critérios de avaliação serão voltados especificamente para a escrita, mas nada impede que seja confeccionada uma capa para a obra, ilustrações dentro do trabalho ou vídeo.

Inscrições

As inscrições para o concurso poderão ser realizadas de 1º a 31 de janeiro de 2018, bastando para isso uma mensagem nesta publicação [a original, disponível clicando aqui], indicando o nome da obra e o link;

Serão aceitos trabalhos de equipes, compostos de até três participantes.

Independe da quantidade de participações, a comissão julgadora poderá se abster de premiar um dos participantes, caso se entenda que os trabalhos não estão aptos a fazer parte do livro “Encenação Mortal”.

Dependendo da quantidade de participações, este autor poderá compor um novo livro, onde incluirá todas as participações, inclusive a vencedora, relacionando este livro ao meu livro.

Premiação

O primeiro colocado, além de ter seu trabalho adaptado dentro do meu livro, receberá, sem custos pelos Correios, o livro Sobre a Escrita, de Stephen King, para ajudá-lo a aperfeiçoar ainda mais a sua escrita.

Entre os participantes, com exceção do primeiro colocado, será realizado um sorteio online que eu irei gravar em vídeo, que publicarei no meu canal do YouTube, concorrendo ao livro O Pistoleiro, de Stephen King, que é o primeiro livro da saga da Torre Negra, visando incentivar a leitura desta excelente obra, pois ler é o combustível principal de quem escreve.

Suicídio

Muito pouco é falado do suicídio, e ainda assim podem fazer de modo que piore a situação.

A polêmica do “jogo” de rede social conhecido como baleia azul é um dos exemplos. Enquanto incitava comentários reacionários como “geração cada vez mais mimada”, “só fica vendo besteira na internet”, “falta do que fazer”, ou “vá lavar a louça que a vontade de se matar passa”; algumas notícias relacionadas foram capazes de incentivar a interação desse jogo ao invés de alertar do perigo.

Embora com boa intenção, a história de 13 Reasons Why também pode deixar um efeito negativo pela forma em que certas cenas foram mostradas/narradas.

13 Reasons Why - suicídio

O seriado abordou o ato de Hannah e explorou os pontos de vistas dos personagens afetados pelo seu falecimento, e devo dizer que o trabalho foi bem desenvolvido neste quesito.  Teve o aspecto positivo de sensibilizar os espectadores e incentivar uma atenção maior quanto a este tema.

Porém a série apresentou muitos pontos negativos também.

Os números de pesquisas em como realizar o suicídio aumentou na internet após o lançamento de 13 Reasons Why, causando uma certa preocupação na mídia.

Teve um caso semelhante no século XVIII com o livro Os Sofrimentos do Jovem Werther, cujo protagonista pôs um fim em sua vida. Após o lançamento desta história houve muitos casos de pessoas que repetiram o ato de Werther, usando uma roupa parecida com a do personagem, ou até com o livro encontrado próximo a si em sua morte.

Eventos parecidos aconteceram quando celebridades decidiram fazer o mesmo, principalmente quando a mídia destacava a notícia com abordagens incorretas.

Acontecimentos como esses fizeram as pessoas se reunirem e discutir como seria a melhor maneira de relatar (ou narrar) um suicídio de modo que não cause mais incidências.

O resultado dessa discussão apontou que:

  • não pode sensacionalizar o suicídio;
  • não descreva a ação em detalhes (como aquela cena da Hannah no último episódio); e
  • não apresente a morte como uma alternativa à solução dos problemas.

Ao contrário do seriado, o suicídio normalmente não é planejado meticulosamente. É um ato realizado em última hora, feito de cabeça quente perante um ou outro problema que incomoda o sujeito. Todos nós teremos conflitos durante nossas vidas, mas eles passam com o tempo.

Caso alguém se sentir desconfortável ou sem esperança, tenha calma e busque ajuda. O CVV possui voluntários prontos para conversar com qualquer pessoa seja por telefone (141), chat, Skype, e-mail ou pessoalmente em seus 72 postos de atendimento distribuídos em 18 estados e no Distrito Federal.

Não é vergonha alguma ter de recorrer a um profissional quando não se sente bem. Faça o que é necessário para ter uma vida melhor.

O suicídio jamais será a solução de qualquer problema. Mesmo quando tal dificuldade parece difícil de resolver, sempre será passageira.

Só se vive uma vez. A falta da pessoa que faleceu é permanente para a família, amigos e demais pessoas próximas.

#NósSentimosSuaFalta

 

 

Referências:

Conto Morte em Luto

Página oficial do CVV

Se suicidó y dejó instrucciones en audios como en la serie “13 reasons why”

Vídeo do Nerdologia Sobre

 

 

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