Escrevo este texto um dia depois da estreia do novo filme dos Vingadores. Assisti o quanto antes com medo de receber spoilers. Encarei a gigante fila para comprar o ingresso na hora porque o caixa de autoatendimento estava inacessível, a fila não andava e o caixa foi liberado. Tropecei no caminho, mas pude retirar meu ingresso sem outros problemas.

Eu adorei o filme. Não vou fazer uma resenha, pois meu nível de entendimento de cinema se resume a eu ter gostado de Esquadrão Suicida. Sem brincadeiras: eu me permito usar o cinema apenas como entretenimento, e acredito ser melhor em compartilhar opinião de livros.

Então por que estou escrevendo sobre Guerra Infinita?

Porque este nome é muito interessante, e deu a ideia de comentar sobre outras guerras sem fim: as guerras orais.

Essas discussões entre os fanáticos regressam a argumentos fúteis, mas repetidos para defender o seu lado. Os demais se cansam rápido, tentam ignorar a conversa, mas a discussão sempre vai até eles de alguma forma.

E na internet fica pior ainda, essas postagens geram engajamento, e por isso ficam mais presentes com as reações e comentários. Como por exemplo este meme feito por mim na sexta-feira, cujo objetivo é tirar sarro desses debates inúteis, mas se alcançar as pessoas certas, aconteceria igual a minha crítica.


Está tudo bem, não é? São apenas brigas inocentes entre fãs, há coisas mais importantes a se preocupar… Creio o contrário.

Estamos em 2018, ano de eleição. Muitas pautas surgem entre noticiários e programas de TV relacionados a vida de pessoas reais, e a discussão acontece da mesma maneira: um sujeito fala mais alto para demonstrar sua razão; nas redes sociais o engajamento faz o algoritmo trazer a discussão a mais usuários, e acrescentam reações e discursos infundados.

É um campo minado repleto de frases de efeitos, gurus como única fonte de informação, e abstrações que simplificam o ponto de vista, mas não abrange todo o problema.

Por um lado vejo brigas entre fãs como se fosse assuntos fundamentais em suas vidas. Por outro vejo brigas com assuntos sérios com níveis de argumentos tão medíocres como o primeiro exemplo.

Discussões precisam ser feitas

Através de conversas podemos avaliar o ponto de vista de quem discorda e avaliar qual a melhor alternativa. É triste eu não presenciar tal resultado nessas brigas orais, apenas consequências medíocres ou graves.

O pior é a alternativa que muitos como eu assumem perante os debates: o de ficar quieto. São raras as oportunidades para expor minha opinião. Eu quero ser refutado em algumas conversas porque eu não tenho conhecimento, e assim poderia aprender com alguém entendido do assunto, alguém com referências e deixe eu tirar as minhas próprias conclusões. Mas quando eu não recebo um meme ou frase de efeito como resposta ao meu argumento, já estou no lucro.

Estamos numa guerra cujos opositores usam das mesmas estratégias (com nomes diferentes) sem trazer resultado algum. Temo pela sua continuidade, e também pelos modos possíveis de se acabar. Não buscarei ajuda de um profeta ou um guru, apenas me manterei firme na minha posição: de aproveitar as oportunidades, aprender um pouco e compartilhar no blog o que eu achar válido.

Comentários