Tanto o ocidente quanto o oriente carregam culturas de combate. Guerreiros das mais diversas especialidades empunham armas distintas rumo ao objetivo particular, trajeto este trilhado por disputas em duelos quando as intenções entram em conflito. Esses guerreiros também conhecem a Soul Edge, espada de grande poder, visto por uns como maligna, já outros como oportunidade de aumentar a própria capacidade no combate. Todos seguirão sem hesitar, mesmo contra o atual portador da Soul Edge, o Cavaleiro Lazúli devorador de almas.

Soul Calibur VI retoma a história inicial da série, com novas situações e personagens inéditos ao enredo. Lançado em 2018 pela Bandai Namco, este jogo de luta foca em duelos entre guerreiros armados com armas brancas.

“Às vezes a verdade vêm à tona durante a batalha”

Há dois modos campanhas neste jogo. As Crônicas das Almas contam a história inicial da série e a aventura de cada personagem correspondente ao mesmo período. A história principal foca em Kilik, treinando as artes marciais com o bastão no monastério. Quando estava prestes a receber uma das três armas sagradas do templo, o local é dominado pela força maligna chamada Semente do Mal, a qual corrompe todos os monges de lá, fazendo-os lutar entre si. Kilik também é atingido pela Semente, mas consegue manter a consciência com a ajuda do outro artefato sagrado, cuja dona se sacrificou. Ainda ferido, Kilik recebe a ajuda de Edge Master, um homem misterioso e conhecedor da arma poderosa chamada Soul Edge. Ele treina Kilik e lhe dá a missão de buscar a Soul Edge, assim a jornada do protagonista começa de vez, trilhando e cruzando caminhos com os demais personagens.

A história é narrada oralmente, tendo apenas imagens estáticas no plano visual, com o ambiente de fundo e o rosto dos personagens envolvidos nos diálogos expostos. A narrativa também condiciona as questões do combate, determinando restrições ou objetivos de vitória. Enquanto a história principal reconta o enredo já conhecido no princípio da série, a história do personagem específico expande a novos conflitos sugeridos por este jogo, bem como revela particularidades do personagem selecionado. Este modo se limita a isso, ao enredo principal curto e aventuras individuais ainda menores, tudo apresentado pela fala do narrador e diálogos sob imagens paradas e a respectiva legenda desses.

“Você escapou da malfestação, mas receio que não escapará da morte”

Em Libra das Almas, o jogador cria um avatar e encara uma aventura mais elaborada. Este avatar é outra pessoa infectada pela Semente do Mal, salva pelo Zasalamel a tempo de manter a consciência e guiar nos primeiros passos da aventura, aconselha buscar pelas Fissuras Astrais e absorver a energia dela, evitando assim de enfraquecer ou perder o domínio de si. O avatar encontrará mais pessoas, inclusive personagens já reconhecidos da série Soul Calibur e os inéditos deste jogo, intercalando a história pessoal deles do modo Crônicas das Almas com o enredo trilhado pelo avatar.

Conforme prossegue na jornada, haverá momentos de escolha a desencadear desfechos distintos à frente. Também é possível partir em missões secundárias, das aleatórias que recompensam com novas armas até as relacionadas a personagens secundários, elaborados pelas opções de customização acessíveis ao jogador.

Ao contrário da outra campanha, este tem muito mais conteúdo e possibilidades a explorar. Os elementos de RPG incentivam a enfrentar lutas fora da jornada principal a fim de obter experiência, dinheiro e novas armas, e possibilita conhecer pessoas dos mais diversos países, essas de personalidades rasas, mesmo assim contribuindo com novos conflitos a enriquecer este universo fictício.

Este modo é generoso em conteúdo narrativo, só que peca pela monotonia. Os desafios de combate alternam entre os mesmos do começo da campanha, há nenhuma outra atividade além de acompanhar os diálogos, escolher determinadas ações e lutar. O mais grave é a quantidade dos cenários de batalha, a pequena variedade mal consegue representar todos os ambientes da campanha, por vezes colocado apenas o mais próximo do retratado na narrativa; sem falar que é o mesmo cenário reaproveitado nos mais diversos países. Este problema é visível inclusive no modo Crônicas das Almas, mesmo tendo menos conteúdo, os cenários são insuficientes e se repetem.

“Quem enfrenta o mal deve enfrentar a si mesmo”

Soul Calibur VI retorna depois de anos do lançamento anterior, retoma os princípios da série e adiciona novos personagens ao enredo. Falha em trazer mais diversidade nos cenários e na jogabilidade, diante da proposta ousada em elaborar duas campanhas a explorar as mais diversas localidades e inúmeros personagens elaborados.


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